quarta-feira, 4 de setembro de 2013

LINGUAS FALADAS NO BRASIL



LINGUAS FALADAS NO BRASIL

Série: 2º Ano  Turma: B
Turno: Matutino         
Componentes: Caio Henrique, João Igor, Juciely Souza, Kamilla Silva, Vitor Vinicius, Ysis Andrade.




As línguas minoritárias do Brasil são faladas em todo o país. O censo de 2010 contabilizou 305etnias indígenas no Brasil, que falam 274 línguas diferentes. Há comunidades significativas de falantes do alemão e italiano no sul do país, os quais foram influenciados pelo idioma Português.Na época do descobrimento, é estimado que se fale mais de mil idiomas no Brasil. Atualmente, esses idiomas estão reduzidos a 180 línguas. Das 180 línguas, apenas 24, ou 13%, têm mais de mil falantes; 108 línguas, ou 60%, têm entre cem e mil falantes; enquanto que 50 línguas, ou 27%, têm menos de 100 falantes e metade destas, ou 13%, têm menos de 50 falantes, o que mostra que grandes partes desses idiomas estão em sério risco de extinção.
A língua portuguesa foi trazida pelos colonizadores portugueses ao Brasil a partir do século XVI. Este idioma não se expandiu pelo território brasileiro de forma natural contando, também, com ações governamentais que o forçaram a se tornar a única "língua legítima" do país. Tanto o Estado Português quanto o Estado Brasileiro independente adotaram políticas visando o extermínio de outros idiomas falados no país, um processo denominado de glotocídio (assassinato de línguas), no qual o português foi substituindo outras línguas anteriormente faladas.
O povo brasileiro absorveu o idioma português a partir de modelos precários, distante do padrão culto da língua. No início do século XIX, apenas 0,5% da população era letrada. Em 1872, 99,9% dos escravos, 80% dos livres e 86% das mulheres eram analfabetos. O idioma se desenvolveu no país, portanto, por meio da oralidade do quotidiano, de ouvido, haja vista a ausência de uma normativização adquirida pela escolarização. 
O português falado no Brasil apresenta diferenças em relação ao português europeu. Atualmente, existem três correntes que tentam explicar a origem dessas diferenças. A primeira, da crioulização prévia, explica as diferenças pelo contato que teve o idioma com as línguas africanas e indígenas. A segunda explica com base na deriva ou evolução natural e a última numa crioulização prévia de modo fatorizado. A tese de que houve uma crioulização generalizada no passado hoje possui poucos seguidores. Alguns estudiosos acreditam na possibilidade de ter havido, no passado, uma crioulização leve que, somada à deriva natural, culminou nas diferenças existentes entre o português do Brasil e de Portugal. Também há uma quarta teoria, que afirma que o português do Brasil se manteve mais próximo do idioma usado na Idade Média, falado no século XV, sendo que o português europeu é que sofreu mudanças, sobretudo no século XVIII.
Segundo o Instituto Socioambiental, hoje "apenas 11 línguas indígenas têm acima de cinco mil falantes: Baniwa, Guajajara, Kaingang, Kayapó, Makuxi, Sateré-Mawé, Terena, Ticuna, Xavante, Yanomami 
 e Guarani,
esta sendo falada por uma população de aproximadamente 30 mil pessoas. Em contrapartida, cerca de 110 línguas contam com menos de 400 falantes. No Brasil há também estações de rádio em línguas indígenas.
A Constituição de 1988 (arts. 210 e 231) reconhece aos índios o direito às suas línguas, fato que foi regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996.
Ainda há reconhecidas no Brasil diversas colônias formadas por imigrantes, que vieram a

formar 
município, distritos ou bairros étnicos. Tais enclaves formam regiões, que embora ainda não tenham uma legislação específica para a proteção da língua alóctone, continuam sendo um reduto cultural de diferentes etnias. Principalmente em: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.
                                                                                        Como resultado de séculos de tráfico de
escravos da África, inúmeras línguas africanas foram faladas no Brasil e influenciaram fortemente a língua portuguesa no país. Hoje em dia, nenhuma dessas línguas africanas é falada plenamente no Brasil, tendo passado a se manifestar apenas em usos específicos, seja como línguas rituais (por exemplo, as usadas nos cultos afro-brasileiros), seja como línguas secretas que identificam quilombolas como a Gira da Tabatinga, por exemplo.

Já os imigrantes chegados depois de 1850 trouxeram línguas de seus respectivos países, dentre as quais as mais faladas hoje são o Talian (dialeto da língua vêneta da Itália) e o Hunsrückisch, derivado
da língua alemã. Essas comunidades ainda possuem um número significativo de falantes, sobretudo na região sul do Brasil, onde cerca de 200 mil pessoas usam o Hunsrückisch.
O número de falantes das línguas alóctones também foi bastante reduzido, sobretudo pelas políticas repressivas e de unidade lingüística do Estado Novo, nos anos 1940, época em que o governo brasileiro declarou guerra contra Itália e Alemanha, locais de origem de grande número de imigrantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário