LINGUAS
FALADAS NO BRASIL
Série: 2º Ano Turma: B
Turno: Matutino
Componentes: Caio Henrique, João
Igor, Juciely Souza, Kamilla Silva, Vitor Vinicius, Ysis Andrade.
As línguas minoritárias do Brasil são
faladas em todo o país. O censo de 2010 contabilizou 305etnias indígenas no
Brasil, que falam 274 línguas diferentes. Há
comunidades significativas de falantes do alemão e italiano no sul do país, os quais foram influenciados pelo idioma Português.Na época do descobrimento, é estimado que se fale mais de mil idiomas no Brasil. Atualmente, esses idiomas estão reduzidos a 180 línguas. Das 180 línguas, apenas 24, ou 13%,
têm mais de mil falantes; 108 línguas, ou 60%, têm entre cem e mil falantes;
enquanto que 50 línguas, ou 27%, têm menos de 100 falantes e metade destas, ou
13%, têm menos de 50 falantes, o que mostra que grandes partes desses idiomas
estão em sério risco de extinção.
A língua portuguesa foi trazida pelos colonizadores portugueses ao Brasil a
partir do século XVI.
Este idioma não se
expandiu pelo território brasileiro de forma natural contando, também, com
ações governamentais que o forçaram a se tornar a única "língua
legítima" do país. Tanto o Estado Português quanto o Estado Brasileiro
independente adotaram políticas visando o extermínio de outros idiomas falados
no país, um processo denominado de glotocídio (assassinato de línguas), no qual
o português foi substituindo outras línguas anteriormente faladas.
Este idioma não se
expandiu pelo território brasileiro de forma natural contando, também, com
ações governamentais que o forçaram a se tornar a única "língua
legítima" do país. Tanto o Estado Português quanto o Estado Brasileiro
independente adotaram políticas visando o extermínio de outros idiomas falados
no país, um processo denominado de glotocídio (assassinato de línguas), no qual
o português foi substituindo outras línguas anteriormente faladas.
O povo brasileiro absorveu o idioma
português a partir de modelos precários, distante do padrão culto da língua. No
início do século XIX, apenas 0,5% da população era letrada. Em 1872, 99,9% dos
escravos, 80% dos livres e 86% das mulheres eram analfabetos. O idioma se
desenvolveu no país, portanto, por meio da oralidade do quotidiano, de ouvido,
haja vista a ausência de uma normativização adquirida pela escolarização.
O português falado no Brasil apresenta
diferenças em relação ao português europeu. Atualmente, existem três correntes
que tentam explicar a origem dessas diferenças. A primeira, da crioulização
prévia, explica as diferenças pelo contato que teve o idioma com as
línguas africanas e indígenas. A segunda explica com base na deriva
ou evolução natural e a
última numa crioulização prévia de modo fatorizado.
A tese de que houve uma crioulização generalizada no passado
hoje possui poucos seguidores. Alguns estudiosos acreditam na possibilidade de
ter havido, no passado, uma crioulização leve que, somada à deriva
natural, culminou nas diferenças existentes entre o português do Brasil
e de Portugal. Também há uma quarta teoria, que afirma que o português do
Brasil se manteve mais próximo do idioma usado na Idade Média, falado no século XV, sendo que o
português europeu é que sofreu mudanças, sobretudo no século XVIII.
Segundo o Instituto Socioambiental, hoje "apenas 11 línguas indígenas
têm acima de cinco mil falantes: Baniwa, Guajajara, Kaingang, Kayapó, Makuxi, Sateré-Mawé, Terena, Ticuna, Xavante, Yanomami
esta sendo falada por uma população de aproximadamente 30
mil pessoas. Em contrapartida, cerca de 110 línguas contam com menos de 400
falantes. No Brasil há também
estações de rádio em línguas indígenas.
A Constituição de 1988 (arts. 210 e 231) reconhece aos índios o direito às
suas línguas, fato que foi regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, de 1996.
Ainda há reconhecidas no Brasil diversas colônias formadas por imigrantes, que vieram a formar município, distritos ou bairros étnicos. Tais enclaves formam regiões, que embora ainda não tenham uma legislação específica para a proteção da língua alóctone, continuam sendo um reduto cultural de diferentes etnias. Principalmente em: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.
Como resultado de séculos de tráfico
de
escravos da África, inúmeras línguas africanas foram faladas no Brasil e
influenciaram fortemente a língua portuguesa no país. Hoje em dia, nenhuma
dessas línguas africanas é falada plenamente no Brasil, tendo passado a se
manifestar apenas em usos específicos, seja como línguas rituais (por exemplo, as usadas nos cultos
afro-brasileiros), seja como línguas secretas que identificam quilombolas como a Gira da Tabatinga, por exemplo.
Já os imigrantes chegados depois de
1850 trouxeram línguas de seus respectivos países, dentre as quais as mais
faladas hoje são o Talian (dialeto da língua
vêneta da Itália) e o Hunsrückisch, derivado
da língua alemã. Essas comunidades ainda possuem um
número significativo de falantes, sobretudo na região sul do Brasil, onde cerca
de 200 mil pessoas usam o Hunsrückisch.
O número de falantes das línguas
alóctones também foi bastante reduzido, sobretudo pelas políticas repressivas e
de unidade lingüística do Estado Novo, nos anos 1940, época em que o
governo brasileiro declarou guerra contra Itália e Alemanha, locais de origem de grande número de
imigrantes.


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